Caderno 2

Por, Bairros de Maceió - 18/09/2016

Livro: Sobreviver e Resistir, os caminhos para liberdade de escravizados

Título Sobreviver e Resistir:

Os caminhos para liberdade de escravizadas e africanas livres em Maceió (1849-1888)

Autor Danilo Luiz Marques
Graduado em História pela Universidade Federal de Alagoas, e mestre em História Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde também realiza o seu doutorado.

Resumo do Livro
Este trabalho teve por objetivo estudar as experiências de vida de africanas livres e escravizadas em Maceió durante o período de 1849 a 1888, evidenciando a luta por sobrevivência e resistência dessas mulheres que viveram a conjuntura dos últimos momentos da escravidão no Brasil. Deste modo, apresentamos como se configurava a cidade de Maceió na época em que se consolidava como novo polo demográfico-econômico da região alagoana. Com isto, adentramos o quotidiano da cidade com o intuito de vislumbrar a sociabilidade negra e a presença de mulheres na vida social daquele período.
Através de uma leitura a contrapelo dos documentos analisados, buscamos os fragmentos das vidas das escravizadas e africanas livres - imergindo na batalha diária destas mulheres em busca de suas sobrevivências e na luta contra a escravidão. A região alagoana foi palco de constante movimentação de navios negreiros vindos diretamente do continente africano ou de outras províncias, como Bahia e Pernambuco. A maioria dos africanos desembarcados era levada a Maceió para prestar serviços domésticos, trabalhar em obras públicas ou realizar vendas pelas ruas como “escravizados de ganho”. As mulheres negras realizavam várias tarefas, pois o mundo do trabalho feminino era amplo e envolvia muitos ofícios, como: lavar, engomar, cozinhar e vender quitutes, marcando o quotidiano da cidade de Maceió. Procuramos compreender quais eram as práticas exercidas pelas africanas livres e escravizadas para se emanciparem ou alforriarem, tendo, assim, uma parcela importante para a eclosão do fim do regime escravista no Brasil.

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Curiosidade

Treze vezes vencedor do prêmio Notáveis da Cultura Alagoana - Prêmio ESPIA.

"Uma cidade que não tem memória é uma cidade sem alma. E a alma das cidades é sua própria razão de ser. É sua poesia, é seu encanto, é seu acervo. Quem nasce, quem mora, quem adota uma cidade para viver, precisa de história, das referências, dos recantos da cidade, para manter sua própria identidade, para afirmar sua individualidade, para fixar sua municipalidade." Extraído do livro Maceió 180 anos de história 5 de dezembro de 1995.

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