Garça Torta

Informações

Área: 1,95 Km²

População fonte IBGE: 1.635 hab. Censo 2010

Quantidade de logradouros: 9

Região Administrativa: 1

Crédito fotos: Lucy Serralvo / Internet

Mapa do bairro para download: Clique aqui

História

O Bairro de Garça Torta foi criado através lei municipal 4953 em 06 de janeiro de 2000. Altera a lei Nº 4.687/98, que dispõe sobre o perímetro urbano de Maceió, a divisão do município em regiões administrativas e inclui o abairramento da zona urbana e da outras providencias.

Aranldo Fontan - Prefeito em exercício  (Publicado no Diario Oficial do Municipio em 07/01/2000

Trilha do Mar, rota obrigatória de Maceió 
Por: Tati Magalhães - março /2006
 

Para entrar, é um corredor estreito, quase uma trilha mesmo. Dentro, um jardinzinho simples e o mar de Garça Torta, litoral norte  de Maceió, como benção. Sentando numa cadeira, pedindo o cardápio, anuncia-se o porquê do nome do bairro: um erro de  tradução do original tupi, Iguar Apara (Riacho Torto). Em vez de Iguar, traduziu-se o guará (garça). Bom, etmologias à parte: o Trilha do Mar está na rota obrigatória de quem quer conhecer Maceió pelas beiradas, para quem está interessado em pessoas, lugares e sons, e não em status.

O número de bares no local é bem menor do que em Guaxuma, praia imediatamente antes, para quem vem do centro da capital. E talvez, por isso mesmo, tenha um charme a mais. Mas não só por isso: o lugar é extremamente agradável, e a recepção é das melhores. Há quatro anos, o Trilha do Mar vem somando para tornar a Garça – povoado simples e agradabilíssimo – cada vez mais, uma graça. E há dois, também contribuiu para colocar a música instrumental na rotina da programação cultural de Maceió, com a criação do Clube do Jazz. È nos fins de tardes de sábado, quando o grupo Power Jazz toma conta do ambiente, é que surge seu público mais fiel. Aos domingos, rola a música de A a Z, com uma banda base e participações especiais. Nesse tempo, muitos músicos saíram. Mas não importa quem está à frente: a atração continua à disposição.

  • Por que ir   
    Quem se sente já convidado pelo som e pelo mar, tem ainda outro atrativo: o cardápio. Cristina Hellmeister, uma das donas do Trilha, diz que é a “comidinha que a mamãe faz em casa”. Mas, sinceramente, a minha nunca fez um caldinho puchero, um dos preferidos da clientela (grão de bico, carne bovina, carne suína e ave), no valor de R$ 3,50. Paulista de nascença e alagoana de coração, Cristina conta que a idéia era não oferecer a mesmice dos bares de praia. Claro, tem cação, tem camarão, mas também tem carnes e berinjelas curtidas. Os pratos, também bem variados, custam no máximo R$ 26,90.   
     
  • Quando ir  
      Praia não é somente programa de manhã e começo de tarde. Na Trilha do mar, as águas são, em alguns trechos, até perigosas, lembrando dos corais submersos. Portanto, o melhor mesmo é ir curtir o som no fim da tarde dos fins de semana.   
     
  • Quem vai  
      Um público seleto. Além do pessoal que curte jazz – independente da idade – tem os turistas que descobrem o lugar.

Restaurante Lua Cheia
Por: Tati Magalhães abril/2006 
 
Esse é para paladares mais sofisticados. Afinal, mesmo no litoral, não há motivos para rejeitar a boa culinária que ganha o mundo, não é mesmo?
O Lua Cheia fica na praia de Garça Torta, e é especializado em comida francesa. Por isso mesmo, os pratos são mais “salgados” que nos restaurantes de frutos do mar, mas – se comparados com outros do gênero – não são “tão” absurdos. Dá, por exemplo, pra duas pessoas comerem camarão a uma média de R$ 53. A Lagosta custa R$ 69.

 

  • Onde fica
      Bairro de Garça Torta, litoral norte de Maceió. Fica na pista principal.  
     
  • Por que ir   
    Para variar um pouco o cardápio, para apreciar um ambiente tranqüilo e uma comida saborosa. Porque comida francesa lembra vinho, que lembra romance, que lembra jantar... então, é um belo programa a dois. Além do mais, apesar de ser outro ambiente hoje, Lua Cheia era o nome do bar dos hippies, na mesma Garça Torta. Poxa, e se a questão é comer bem, o ambiente praiano ajuda a quebrar um pouco as formalidades...  
  • Quando ir  
      À noite, preferencialmente. Combina melhor...   

 

A Casa da Arte de Dona Edna
Por: Marcelo Cabral (OVERMUNDO) Novembro 2006

Uma casinha, pequenina mesmo, que mais parece um desses desenhos de criança. Sabe aquela idéia de casa? Que todos os meninos e meninas rabiscam em um pedaço de papel? É assim a aparência da Casa da Arte quando se vê pelo lado de fora. Mas ao entrar lá, com todas aquelas crianças pintando, lendo, rindo, tudo ali exalando liberdade e vida, é possível perceber que o tamanho da Casa da Arte não é menor que o infinito.

Bem na beirada do mar, na bela praia de Garça Torta, bairro periférico no litoral norte de Maceió, se encontra este lugarzinho mágico. Galeria de arte, centro de estudos, espaço aberto pra reflexão, produção e interação cultural. Porto seguro para as obras de artistas de todos os lugares e para os olhares curiosos da comunidade local, que dificilmente encontraria oportunidade de vivenciar a experiência artística através de outros canais.

É a Casa da Arte de Dona Edna, uma mulher cativante e dedicada que deu inicio a este projeto há vinte e um anos e que hoje é um dos Pontos de Cultura do estado de Alagoas, dentro do Programa Cultura Viva do Governo Federal. A Casa da Arte atende atualmente 100 crianças e jovens entre 5 e 18 anos de idade em aulas de música, pintura, teatro, e dispõe de um laboratório de línguas (português, inglês e espanhol).

Dona Edna Constant conta um pouco da história do lugar. “Já vínhamos há um longo tempo utilizando a casa para exposições, aberta para a comunidade daqui. Foi quando, a partir do natal de 1999, resolvemos mudar um pouco, expandir as atividades, incluir a comunidade e seus meninos e meninas como protagonistas dessa história, eles já viviam sempre por aqui mesmo, mas como espectadores, a partir deste momento eles passaram a ser atores.”

“Retiramos tudo de dentro da casa e levamos pra minha casa aqui atrás (Dona Edna mora na Própria Casa da Arte, é como uma casa anexa) e pintamos aquele espaço vazio todo de branco. Era um manifesto, estávamos entrando em um novo milênio, os anos 2000, e aquele branco representava um ovo, o renascimento, um momento de mudança, de compartilhar e produzir cultura com a comunidade, principalmente os meninos, através das aulas e oficinas”.

Lá na Casa da Arte, acompanhei a aula de pintura da professora Tayra Mendes, que levou seus alunos pelas ruas do bairro de Garça Torta recolhendo galhos e garrafas pet, jogadas indiscriminadamente na rua, e que viriam a se tornar flores decorativas e lindos enfeites natalinos nas mãos dos meninos. No caminho de volta, observei a conversa entre um aluno e a professora Tayra. Jorge Araújo Batista, 13 anos, os últimos quatro na Casa da Arte, falava sobre conceitos de desenvolvimento sustentável, sobre a diferença entre material reciclável e reutilizável, sobre o processo de reciclagem etc. Jorge também toca pandeiro e pífano nas aulas de música do professor Juca Araújo, onde aprende ritmos da cultura popular como o guerreiro, o boi, o pagode alagoano e o baião.

Na volta, sentei ao lado de Dona Edna e ficamos conversando e observando a garotada trabalhar, quando a primeira peça ficou pronta, e foi colocada pra secar na área perto de onde estávamos, ela disse “lindo não é? Ficaria bonito em qualquer casa, e tem gente que paga uma fortuna em trabalhos bem piores”. Realmente era uma bela peça de decoração de autoria do pequeno Madson Roberto. As pinturas dos meninos e meninas da Casa da Arte foram escolhidas para ilustrar o calendário oficial de Maceió por dois anos consecutivos.

Além desse importante trabalho social, a Casa da Arte continua abrindo espaço para artistas exporem suas obras ali, na casinha de desenho de criança à beira-mar, sobretudo os artistas iniciantes e (ou) que não possuem espaço nas galerias convencionais da cidade. “A Casa da Arte foi trampolim pra muitos artistas daqui, o próprio Suel, hoje um dos mais reconhecidos em Maceió por seu talento, fez sua primeira exposição aqui. Lembro que vivia cheio de gente na casa apreciando o trabalho dele.”

Dona Edna faz uma crítica aos hábitos do pessoal da capital alagoana em relação ao consumo das artes produzidas aqui, segundo ela “não existe uma cultura de se ir a galerias e exposições nos fins de semana em Maceió, os museus são fechados nos sábados e domingos, o que temos aqui é a cultura do boteco. Acho bom que tenham bares e a praia aqui por perto na Garça, afinal, quem sai atrás desses roteiros termina passando por aqui pra conhecer”.

Um dos maiores xodós de Dona Edna é a biblioteca da Casa da Arte, que vive de doações e possui cerca de 3.000 livros de literatura alagoana, brasileira e mundial, além de livros técnicos, diz ela que “tem gente aí lendo o dia todinho, de manhã de tarde e de noite”.

Condomínio morada da Garça

Condomínio de alto luxo a menos de 10 minutos do centro de Maceió à beira-mar da praia de guaxuma o condomínio morada da garça é diferente em tudo, para lhe proporcionar um conceito de vida inteiramente novo em Maceió. um privilégio que estará ao alcance de poucos. são casas a partir de 300m2. Do projeto à documentação totalmente regularizada. você escolhe qual o melhor projeto para sua família. são apenas 52 casas disponíveis para você mudar de vida.

 


GARÇA TORTA

Chamada carinhosamente de “trilha do mar”,
não vejo quem não ame este lugar.
Podemos asseverar que é o berço do jazz
de Maceió. Também rola música de A a Z.
                                       
São dois dominadores atemporais:
o som e o mar ( dupla celestial).
Bairro vivo alegre. Dominado pela arte:
gastronômica, musical e poética.  
                             
Não posso deixa ao esquecimento
A Casa da Arte de Dona Edna,
onde é uma referência para o Estado.
                                       
Hoje o alto luxo e a simplicidade
dividem está área numa harmonia
que é abençoada nas noites de lua cheia.

-Ari Lins Pedrosa -

 

Galeria de Fotos

Bairros de Maceíó © 2002-2017

Curiosidade

Treze vezes vencedor do prêmio Notáveis da Cultura Alagoana - Prêmio ESPIA.

"Uma cidade que não tem memória é uma cidade sem alma. E a alma das cidades é sua própria razão de ser. É sua poesia, é seu encanto, é seu acervo. Quem nasce, quem mora, quem adota uma cidade para viver, precisa de história, das referências, dos recantos da cidade, para manter sua própria identidade, para afirmar sua individualidade, para fixar sua municipalidade." Extraído do livro Maceió 180 anos de história 5 de dezembro de 1995.

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