Bandeira

AUTOR: Théo Brandão     

COMISSÃO DE ESTUDO: Jaime de Altavila, Théo Brandão, José Paulino Sarmento, Vinicius Maia Nobre e Floriano Ivo
APROVAÇÃO: Lei Nº 868, de 29 de maio de 1962
LEITURA: Bandeira terçada em faixa de verde, branco e azul. Na faixa branca, uma divisa ondada, de vermelho. No centro, um círculo branco, contendo o brasão de armas oficial do município de Maceió, sem o listel de azul.
A bandeira procura representar as cores do brasão – verde, branco azul e vermelho – na mesma disposição em que nele se encontram. O brasão, reproduzido num círculo ao centro, reforça a simbologia das cores e partições. Como se trata de bandeira, o brasão de armas não leva o listel como nome MACEIÓ
HISTÓRICO: Em 1960, o Vice-Prefeito de Maceió, Bacharel Vinícius Cansanção Filho, nomeou uma comissão para estudar um projeto de bandeira para o Município de Maceió. Dois dos integrantes da comissão, o Professor Théo Brandão e o Pintor José Paulino Sarmento, apresentaram projetos de bandeira. Os demais membros da comissão escolheram, por maioria, o projeto de Théo Brandão. A câmara de vereadores de Maceió aprovou a Lei 868, criando a Bandeira do Município de Maceió, segundo o projeto de Théo Brandão, sendo a lei sancionada em 29 de maio de 1962, pelo prefeito em exercício.         

Fonte: Livro Maceió 180 anos de História, 05 de dezembro de 1995 - Prefeito Ronaldo Lessa

SOBRE O AUTOR

Theotônio Vilela Brandão no dia 26 de janeiro de 1907, na cidade de Viçosa, Alagoas. Era filho do médico e farmacêutico Manoel de Barros Loureiro Brandão e de Carolina Vilela Brandão. Seus pais eram primos.Em Viçosa aprendeu as primeiras letras como aluno dos professores João Manuel Simplício, Ovídio Edgar de Albuquerque e estudou nos colégios de D. Maria Amélia Coutrim.

Em 1917, quando tinha dez anos de idade, a família mudou-se para Maceió, onde ele continuou seu curso primário no Colégio São José e depois no Colégio Diocesano, dos irmãos Maristas, onde terminou o chamado curso preparatório, o 2º grau de então.
Em Maceió, participou da chamada Geração Intelectual de Alagoas, grupo formado por Diégues Júnior, Graciliano Ramos, Raul Lima, José Lins do Rego, Rachel de Queiroz e seu marido José Auto, Aurélio Buarque de Holanda, entre outros.

Passou a produzir seus trabalhos como folclorista a partir de 1931, quando publicou Folclore e educação infantil, artigo que é um marco entre as duas atividades, a de médico e a de folclorista.
Em 1960, abandonou a profissão de médico para dedicar-se integralmente ao folclore. Assumiu a cadeira de Antropologia da Universidade Federal de Alagoas.

Membro fundador e efetivo, desde 1948, da Comissão Nacional do Folclore, passou a integrar, em 1961, o Conselho Nacional do Folclore, por ato do Presidente da República.
No dia 20 de agosto de 1975, para abrigar a sua coleção de arte popular doada à Universidade Federal de Alagoas – UFAL, foi criado o Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore, em Maceió.

Em 1981, sentindo-se mal, com dores e indisposições no estômago e baixas de pressão arterial, Théo Brandão viajou ao Rio de Janeiro para se aconselhar com amigos médicos. Foi operado, mas o problema não foi resolvido. Sua família resolveu então voltar para Maceió.

Morreu no dia 29 de setembro de 1981, sendo velado no Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore.
Fontes: Fundação Joaquim Nabuco e Pesquisa de Yara Falcon para o fascículo Memória Cultural de Alagoas da Gazeta de Alagoas de 10 de novembro de 2000.

 

 

 

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Curiosidade

Treze vezes vencedor do prêmio Notáveis da Cultura Alagoana - Prêmio ESPIA.

"Uma cidade que não tem memória é uma cidade sem alma. E a alma das cidades é sua própria razão de ser. É sua poesia, é seu encanto, é seu acervo. Quem nasce, quem mora, quem adota uma cidade para viver, precisa de história, das referências, dos recantos da cidade, para manter sua própria identidade, para afirmar sua individualidade, para fixar sua municipalidade." Extraído do livro Maceió 180 anos de história 5 de dezembro de 1995.

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