Santa Amélia

Informações

Área: 2,35 Km2

População fonte IBGE: 10.649 hab. fonte: IBGE Censo de 2010

Quantidade de logradouros: 19

Região Administrativa: 4

Crédito fotos: Lula Castelo Branco

Mapa do bairro para download: Clique aqui

História

 

Pesquisa e texto:  Nádia Dias  -  Abril 2005

 

 A Lenda de Amélia

Minha avó (Laura Miranda de Oliveira 23/12/1905 - faleceu em 1993) me contou a história da origem do nome do bairro da Santa Amélia, que por sua vez ouviu de sua mãe Maria Peixoto de Miranda (prima legítima de Floriano Peixoto). 
Diz que, pelos idos de 1850 ou 60 Amélia era filha de um dono de vacaria no final da Chã da Jaqueira, bem no cimo da ladeira, tinha 13 anos. Um dia ela precisou ir a Fernão Velho, para a casa de uns parentes, e tinha que atravessar a mata que existia então. 
O caminho era bem conhecido pelos que iam de Fernão Velho para Maceió e vice versa. 
Pois bem, diz que um dos trabalhadores do pai dela a seguiu, estuprou e matou. A moça ficou desaparecida por dias, pois as comunicações não existiam ou eram lentas demais. Quando os parentes que moravam em Fernão Velho mandaram perguntar se Amélia não iria, os pais da moça ficaram desesperados pois já fazia mais de 8 dias que havia partido (coisa estranha pais daquela época deixar uma mocinha andar assim sozinha, não acham? Talvez até o tal do empregado tenha ido 
leva-la...é uma hipótese mais viável). Começaram as buscas pela mocinha e os policiais da época disseram que iam achar a moça pelo fedor de cadáver em decomposição. Porém, o que havia na mata era um cheiro de flor muito intenso, tão grande que até tonteava as pessoas. Quando chegaram a uma pequena clareira no meio da mata deram com o cadáver de Amélia, sem estar decomposto, nem fedendo...muito ao contrário: cheirava como se todos os rosedás do mundo estivessem ali e como estivesse despida, as folhas das árvores ao redor a cobriam de modo que o corpo da mocinha não ficou exposto (minha avó era uma romântica...mas é tão bonito contado assim!). Choravam todos os que haviam ido para a busca, mesmo os policiais mais temidos (naquele tempo policia e jagunço era quase o mesmo...naquele tempo) choravam com pena da mocinha morta. Do desgraçado que matou Amélia, diz que ficou louco, diz que foi preso e morreu em cadeia, diz que os policias mataram...bem a verdade é que não se sabe dele. De tão mau todos o esqueceram. 
Diz que há uma igrejinha dedicada a Amélia no local em que ela foi morta e que os pais a enterraram no piso da igreja que dedicaram à santa de mesmo nome. É uma capelinha pequena, sempre pintada de azul que era a cor do vestido que a mocinha saiu de casa... 
Esta é a história ou estória que sei sobre a origem do bairro. 
Meu nome é Nádia Dias, sou pedagoga, nasci e me criei no bairro do Farol, mais exatamente nas proximidades do Mirante de Santa Terezinha, estudei no colégio do mesmo nome. Sou alagoana e tenho o maior orgulho disso.

Localização oficial do Bairro

LEI N° 4.952, de 06 de janeiro de 2000.

SANTA AMÉLIA Ponto inicial e final:

Encontro da Avenida Jorge Barros com a Ladeira da Goiabeira (ladeira de asfalto de acesso a Fernão Velho).


Descrição do perímetro:
Do ponto inicial segue pelo topo das encostas em paralelo ao limite dos Loteamentos Melville e Jardins De La Reina até o encontro com a antiga Ladeira de Pedras de acesso à Fernão Velho. Segue pela referida ladeira e logo em seguida pelo limite entre o topo da encosta e o Loteamento Chácaras da Lagoa. Contorna o referido loteamento nos seus limites até o encontro com o girador da Av. Jorge Barros. Daí, segue pela Pista A do Conjunto Residencial Colina dos Eucaliptos até o encontro com a Rua Gen. Walfrido Gerônimo da Rocha. Segue pela Rua Gen. Walfrido Gerônimo da Rocha até o seu final no encontro com a Rua Nova Brasília. Deste ponto segue pelo limite de fundos do Conjunto Medeiros Neto até o encontro com a Rua Santo António. Segue pela Rua Santo António até o encontro com a Rua Santo António II. Segue por esta última até o seu final. Segue, deste ponto em direção ao final da Rua Estudante Ana Rúbia. Continua por esta última até a Rua Dr. Pedro. Segue por esta última até a Trav. Rio do Silva. Continua pela Trav. Rio do Silva e depois pela Rua Lourenço Peixoto até o encontro com o topo da encosta no seu final. Segue então pelo topo da encosta até o encontro com o talvegue existente na direção sudoeste, nas proximidades dos transmissores da Rádio Gazeta de Alagoas AM. Segue por este talvegue até o encontro com a Avenida Jorge Montenegro Barros. Segue por esta última até o encontro com o prolongamento do talvegue existente na direção sudoeste, nas proximidades do Sítio Serra Azul. Segue então pelo prolongamento deste talvegue até o topo da encosta. Continua pelo topo da encosta na direção noroeste passando em paralelo ao limite do Loteamento Jardim Petrópolis II - E, e seguindo até o ponto inicial, no encontro da Av. Jorge Barros com a ladeira da Goiabeira  

Este bairro esta em processo de construção, se você sabe mais história escreva para bairrosdemaceio@gmail.com

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Curiosidade

Treze vezes vencedor do prêmio Notáveis da Cultura Alagoana - Prêmio ESPIA.

"Uma cidade que não tem memória é uma cidade sem alma. E a alma das cidades é sua própria razão de ser. É sua poesia, é seu encanto, é seu acervo. Quem nasce, quem mora, quem adota uma cidade para viver, precisa de história, das referências, dos recantos da cidade, para manter sua própria identidade, para afirmar sua individualidade, para fixar sua municipalidade." Extraído do livro Maceió 180 anos de história 5 de dezembro de 1995.

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