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Joaquim de Barros Leão - (09/02/1951 - 30/05/1952)

História

Nasceu em União dos Palmares, na fazenda Riacho Seco, no dia 28 de agosto de 1895, filho do agricultor José Leão e dona Rosa Leão. Casou-se com dona Georgina Neves Leão, com a qual teve sete filhos, cinco dos quais sobreviveram.

Aos 17 anos, em 1912, Joaquim de Barros Leão veio para Maceió, onde trabalhou como balconista numa pequena loja de tecidos no mercado público. Em 1914, contando com ajuda financeira de seu pai e de um irmão, instalou uma casa de ferragens (casa Leão), na então rua do Açougue (depois denominada Nilo Peçanha, atual Av. Moreira Lima), mantendo a firma até 1962, quando a fechou por injunções políticas. Foi deputado estadual por duas legislatura (1935/1945).

Idealizou e fundou a cooperativa banco dos retalhistas e foi um dos fundadores da aliança comercial dos retalhistas, juntamente com Cherubim Hércias é Baltazar de Mendonça. Como presidente da aliança dos retalhistas, fundou uma escola primária, transformada, posteriormente, por Arthur Bulhões, em escola de comércio. Conseguiu prédio próprio para a aliança dos retalhistas, que hoje tem o nome de edificio Joaquim Leão, numa homenagem de seus companheiros, alguns anos após o seu falecimento.

Dirigiu o orfanato São Domingos durante 22 anos (divididos em três períodos), quando a instituição viveu uma fase de grande progresso, trabalhando com ele uma equipe de espíritas, como Odilon Canuto e Coelho Neto. Foi membro do conselho de representação da escola técnica Federal, por nomeação do então presidente Juscelino Kubitscheki, tendo sido presidente desses conselho. Na ocasião, foi a Brasília, com o professor Talvanes de Barros, representando a escola técnica federal de Alagoas num seminário sobre ensino industrial.

Foi membro do conselho fiscal do produban e secretário do jornal de Alagoas durante alguns anos; membro do Rotary clube de Alagoas e de várias instituições beneficentes, como o centro espírita William Crookes, o lar das velhinhas e outras.

Joaquim de Barros Leão foi prefeito de Maceió durante 15 meses, no governo de arnon de Mello, sendo substituído pelo coronel Lucena Maranhão, através das urnas. Como prefeito, deixou as seguintes realizações: pavimentação das ruas Agerson Dantas, Zadir Indio, Senador Luiz Torres, libertadora alagoana, Uruguai, Boa esperança, Vieira Peixoto, parte da rua famosa e avenida Gustavo Paiva, parte posterior do cemitério São José e das praças Floriano Peixoto e Pedro II; Restauração do frigorífico municipal e de parte do cemitério Nossa Senhora da Piedade.

Reformou o montepio dos servidores municipais, aumentando as pensões das viúvas e órfãos e instituiu pequenos empréstimos para os funcionários. Não aumentou nem criou impostos ou taxas e, ao sair da prefeitura, ainda deixou nos cofres um saldo de Cr$ 4 milhões. Faleceu no dia 30 de outubro de 1976.

Nos anos seguintes, Eustáquio Gomes de Melo fez a aquisição da Usina de laticínios, resolvendo o problema de leite da capital; equacionou o problema da casa própria para o funcionalismo municipal, construindo 12 no plano posto em prática; concluiu a praça Ideal, calçamento e sarteta das Ruas Barão de Alagoas e General Hermes, remodelou o Teatro Deodoro, o pavilhão de menores da casa do Pobre e fez o calçamento da rua Barão de Atalaia.

Um trabalho de grnade porte feito por esse prefeito foi o problema de água e esgoto, somente posto em evidência por Eustáquio Gomes, o que resolveu de modo definitivo.

 




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Treze vezes vencedor do prêmio Notáveis da Cultura Alagoana - Prêmio ESPIA.

"Uma cidade que não tem memória é uma cidade sem alma. E a alma das cidades é sua própria razão de ser. É sua poesia, é seu encanto, é seu acervo. Quem nasce, quem mora, quem adota uma cidade para viver, precisa de história, das referências, dos recantos da cidade, para manter sua própria identidade, para afirmar sua individualidade, para fixar sua municipalidade." Extraído do livro Maceió 180 anos de história 5 de dezembro de 1995.

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