Ruas de Maceió

Informações

Tipo Logradouro: Rua
Nome Logradouro: Escritor Antonio Saturnino de Mendonça Junior
Bairro: Jatuica
Lei Municipal: 2739 - 20/06/1980 Observação - LOT.STELLA MARIS
Lei Municipal: 2739 - 20/06/1980
Observação: LOT.STELLA MARIS

História

Poeta, deputado federal, jornalista, professor, juiz, advogado. Filho de Antônio Saturnino de Mendonça e de Estefânia Braga de Mendonça. Estuda no Colégio Camaragibano, no Educandário 15 de março e n Ginásio de Maceió, tendo fundado neste último o Grêmio Literário Cônego Machado, participa do Cenáculo Alagoano, do qual é fundador e primeiro presidente, e, posteriormente, do Grêmio Literário Guimarães Passos. Ainda estudante, foi redator do Jornal de Alagoas, no qual, sob pseudônimo de Mênio d’Altamira, escrevia uma seção diária. Em 1927 matriculou-se na Faculdade de Direito de Recife e no ano seguinte, ainda estudante, foi nomeado juiz substituto de Água Branca, cargo no qual permaneceu até 1928. No ano seguinte, ocupa a promotoria pública de Porto Calvo onde permaneceu até 1930, sendo então transferido para sua cidade natal, no mesmo cargo, e onde foi designado diretor em comissão do Grupo Escolar Ambrósio Lira. Transfere-se para o Rio de Janeiro, conclui o curso pela Faculdade de Direito de Niterói (1932). Em seguida foi para Pelotas (RS), onde, além de exercer a advocacia, colaborou em jornais, entre os quais Opinião Pública, Diário Popular e O Libertador. Regressou ao Rio de Janeiro ainda em 1932, quando passou a trabalhar como redator do Diário da Noite. Em 1933 ocupa o cargo de promotor de Justiça da comarca de Rio Novo (MG). Neta localidade foi também, professor de Geografia e História da Escola Normal. Colaborou nos jornais da cidade e escreveu para periódicos de Juiz de Fora (MG). Em 1935, transferiu-se para a comarca de Carangola (MG), onde foi promotor de Justiça. Nesse município, fundou e presidiu o Centro Carangolense de Letras. Em 1945 volta a Alagoas e é nomeado diretor-geral do Departamento de Imprensa e Propaganda, à frente do qual promoveu atividades como: concursos de reportagens, de poesia, de contos e de literatura infantil, além de editar uma antologia de poetas alagoanos e vários discursos e conferências. Depois, foi diretor do Departamento de Cultura e presidente da Caixa Econômica Federal de Alagoas, do Centro de Estudos Econômicos e Sociais e do Conselho Regional de Desportos. Em 1950 assumiu a presidência da AAI e neste mesmo ano elegeu-se Deputado Federal pelo PSD. Voltou a ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados nos períodos de fevereiro a abril de 1956 e de julho a agosto de 1957. Foi ainda professor de Direito da Faculdade de Direito de Alagoas – na cadeira Teoria Geral do Estado – e, no Rio de Janeiro, advogado da prefeitura do Distrito Federal. Membro da AAL -, tendo ocupado a cadeira 8, da qual foi presidente durante 6 anos; membro do IHGA, onde tomou posse em 2/12/1962, na vaga de Djalma Mendonça; da Federação das Academias de Letras, da Academia Sergipana de Letras, da Academia Norte Riograndense de Letras, da Academia Recifense de Letras, da Sociedade Carioca de Escritores, da AAI, do Instituto dos Advogados, esses dois últimos em Alagoas, da Academia Brasileira de Arte, do Rio de Janeiro. Em 7/6/1928 participou, como membro do Cenáculo Alagoano, da Festa da Arte Nova. Pseudônimos: Mênio d’Altamira, Mario Novaes, Domício Castelo Branco, Juvenal e Domício Braga.  Obras: No Vórtice do Deslumbramento; O Que eu Queria Dizer ao Seu Ouvido, Jornal da Província, Discursos Parlamentares, Planície, Dinheiro e Mulher Bonita, Poemas Fora de Moda, Marcha Nupcial, O Anel de Brilhantes e Outras Estórias, Tempo de Falar, O Último Senhor de Engenho.
Foi casado por 49 anos com a mineira Cloripes Matos de Mendonça e teve quatro filhos: Maria Luiza, Maria Lucia, Mendonça Neto e Bernardo de Mendonça. Suas cinzas, como era desejo seu, estão sepultadas sob a Igreja do Bom Jesus, de Matriz de Camaragibe, sua cidade de nascimento em Alagoas.

Fonte:  Livro  “ ABC das Alagoas”, de  Reinaldo de Barros

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Curiosidade

Treze vezes vencedor do prêmio Notáveis da Cultura Alagoana - Prêmio ESPIA.

"Uma cidade que não tem memória é uma cidade sem alma. E a alma das cidades é sua própria razão de ser. É sua poesia, é seu encanto, é seu acervo. Quem nasce, quem mora, quem adota uma cidade para viver, precisa de história, das referências, dos recantos da cidade, para manter sua própria identidade, para afirmar sua individualidade, para fixar sua municipalidade." Extraído do livro Maceió 180 anos de história 5 de dezembro de 1995.

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