Maceió em Verso & Prosa

Rua do Comercio

Quem traçou, em meados do século XVIII, a futura Rua do Comércio ? Algum engenheiro, agrimensor, ou mesmo mestre de obras ou prático ? 
          Evidentemente, o traçado da artéria desta capital se deve as rodas dos carros de bois do engenho que possivelmente se chamava Massayó, os quais iam buscar, em Bebedouro, na Cambona do Machado, na Água Negra, canas para a moenda e lenha para a fornalha. Basta atentar para a irregularidade daquela via pública, que nenhum intendente ou prefeito pode consertar até os nossos dias,  e muito dificilmente alguém fará, para nos convencermos foram os pesados veículos, puxados por bois lerdos e pacientes, tangidos por pobres trabalhadores de calças arregaçadas, camisas de pano ordinário, ferrão em punho e facão ao lado que traçaram a futura rua, a primeira do povoado como tudo indica, embora não haja certeza.
A rua, em 1837, ainda não era calçada, tanto que a Câmara Municipal solicitou, para o aluído fim, um auxilio ao governo provincial. Tal serviço só se faria 33 anos depois.
          Em 1850 reclamava o Diário das Alagoas  por ainda passarem carros de bois pela rua. Somente na segunda década deste século (XX) é que a Intendência proibiu o transito de tais veículos pela artéria. Naquele ano foi o calçamento contratado com o sr. José Antônio Mendonça, futuro Barão de Jaraguá.
          Segundo o livro Maceió de Outrora do escritor Felix Lima Junior página 108 afirma que o nome oficial da Rua do Comercio, em 1897, era Rua Conselheiro Sinimbu, mantido ainda em 1902. Depois voltou a ser do Comercio. Em 1913 ou 1914 mudaram o nome para  Rua Dr. Rocha Cavalcanti. é quase impossível precisar a data dessas mudanças, pois nem a Municipalidade, ao que consta, tem registro ao qual se possa recorrer. Depois da revolução de 1930, passou a ser novamente Rua do Comercio.
          A lei municipal 167, de 3 de abril de 1923, proibiu construção de casas térreas na Rua do Comercio
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Curiosidade

Treze vezes vencedor do prêmio Notáveis da Cultura Alagoana - Prêmio ESPIA.

"Uma cidade que não tem memória é uma cidade sem alma. E a alma das cidades é sua própria razão de ser. É sua poesia, é seu encanto, é seu acervo. Quem nasce, quem mora, quem adota uma cidade para viver, precisa de história, das referências, dos recantos da cidade, para manter sua própria identidade, para afirmar sua individualidade, para fixar sua municipalidade." Extraído do livro Maceió 180 anos de história 5 de dezembro de 1995.

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