Barro Duro

Informações

Área: 2,40 Km²

População fonte IBGE: 14.431 hab. Censo 2010

Quantidade de logradouros: 103

Região Administrativa: 5

Crédito fotos: José Ademir

Mapa do bairro para download: Clique aqui

História

O Bairro do Barro Duro foi criado através lei municipal 4953 em 06 de janeiro de 2000. Altera a lei Nº 4.687/98, que dispõe sobre o perímetro urbano de Maceió, a divisão do município em regiões administrativas e inclui o abairramento da zona urbana e da outras providencias. Arnaldo Fontan - Prefeito em exercício  (Publicado no Diario Oficial do Municipio em 07/01/2000)

Ponto inicial e final :
Encontro da Rua São Francisco de Assis com Avenida Juca Sampaio.

Descrição do perímetro
Do ponto inicial segue pela Rua São Francisco de Assis até o encontro com o talvegue existente no seu final. Continua por esse talvegue e depois pelo talvegue do Riacho Esperança até o talvegue do Riacho Reginaldo. Flete então pelo talvegue do Riacho Reginaldo até o encontro com um pequeno talvegue que passa em paralelo a Rua A do Loteamento Murilópolis. Segue por este talvegue até o encontro com o Poço da CASAL de referencia PMU – 01 situado às margens da Rua Eraldo Lins Cavalcante . Daí segue pela Av. Nelson Marinho de Araujo até a Rua Adelaide de Melo Mota e continua por esta última até o cruzamento da Rua Muniz Falcão com Av. Juca Sampaio e Av Menino Marcelo. Segue então pela Av. Menino Marcelo até o encontro com o prolongamento do talvegue situado na altura do imóvel 257 dessa mesma avenida. Segue por esse prolongamento e pelo referido talvegue e, logo em seguida, pelo talvegue que toma a direção sudeste passando por trás do Loteamento Bosque das Aroeiras  e do Conjunto Residencial Arvoredo 2 até o encontro com um talvegue que toma a direção sul. Segue por este talvegue fletindo logo em seguida para oeste pelo talvegue que passa por detrás  das Ruas Beltrão e Betel até atingir o prolongamento  da Rua Manguaba. Segue pela Rua Manguaba e pelo seu prolongamento passando pelo limite lateral direito do imóvel  de nº 10 da Rua Cel Salustiano Sarmento até encontrar o talvegue do Riacho Águas de Ferro. Segur por esse talvegue até encontrar o prolongamento da Rua Santo Antonio , continuando por este prolongamento e pela Rua Santo Antonio até a Av. Juca Sampaio. Daí segue até o ponto inicial no encontro da Avenida Juca Sampaio com a Rua São Francisco de Assis. 

Escola de Ensino Fundamental Dr. Pompeu Sarmento

Pesquisa: Elziana Márcia e Maria José

          A Escola de Ensino Fundamental Dr. Pompeu Sarmento está inserida num bairro denominado “Barro Duro”, nome que foi dado por seus antigos moradores, em  virtude de possuir uma terra muito seca.
 No início o referido bairro constituía-se num sítio de propriedade do Sr. Oséias Cardoso de Melo, um político bastante conhecido na Capital.
Este homem, por volta do ano de 1960, realizou doações de parte da terra, que, na ocasião, não tinha nome, para três famílias que iniciaram o povoamento deste bairro o qual se transformou num povoado. Diante das dificuldades do local, seu povoamento foi lento, já que não havia muito interesse da população em habitar neste sítio.
As casas de taipa eram construídas no meio do sítio, oferecendo uma certa dificuldade no contato entre os seus moradores.
Muitas questões tornavam a vida no bairro mais difícil, como a falta de água que passou a exigir dos moradores a construção de poços, não havia energia elétrica, ficando a luz por conta de candeeiros, não havia coleta de lixo, ônibus, posto de saúde, pista para carros, enfim, muitas questões impediram o crescimento do bairro e o interesse da comunidade em povoá-lo.
A religiosidade do povo era cultuada através de encontros noturnos, quando reuniam-se para rezar o terço. A partir daí  foi sugerido fazer uma solicitação para a construção de uma capela. Enquanto o local não ficava pronto, chegou no bairro a primeira igreja evangélica a “Assembléia de Deus”.
A partir de reuniões  comandadas por D. Marieta, antiga moradora do bairro, cuja liderança fazia com que a comunidade local se reunisse visando a uma melhor qualidade de vida, foram sendo adquiridos os benefícios pleiteados aos órgãos competentes tais como: linha de ônibus, coleta do lixo, posto de saúde e a construção de uma escola, para atender as carências da comunidade.
A construção desta escola se deu atendendo aos apelos da população, sob a liderança de D. Marieta, porém,  após a execução do projeto, a escola não abriu suas portas, sendo necessária a interferência da referida líder em virtude de sua preocupação com o grande número de crianças que se encontravam fora de sala de aula. Foram contratadas cinco professoras que eram remuneradas com a ajuda da comunidade local sob a administração de D. Marieta. Posteriormente veio a intervenção estadual que assumiu os custos da escola garantindo legalmente seu funcionamento.
das autoridades competentes, que através de atitudes pertinentes ofereçam ao povo uma melhor condição de vida, com segurança, saúde e educação, garantindo uma sobrevivência digna e coerente com os seus interesses sociais.

CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA
A Escola pertence ao Sistema Municipal de Ensino, e foi  fundada em março de 1980, pelo Decreto 5501 de 30/05/96, com CGC 01.922.158/001-81.  Foi  re-inaugurada em 29/09/1994, para atender à clientela residente na comunidade circunvizinha, a princípio, funcionando em dois turnos: matutino e vespertino, oferecendo os seguintes cursos: Educação Primária e Ensino de 1º grau de 1ª à 3ª série. Na época, a Escola  dispunha de quatro salas de aula e uma sala de direção; o corpo discente era formado por 335 alunos e o docente, por 11 professores entusiasmados com a oportunidade de escolarização que estava sendo dada àquela comunidade. A água era comprada em carroças, que abasteciam a Escola todos os dias.

A estrutura física sofreu reformas ao longo dos 23 anos de existência, para atender à comunidade. Atualmente tem onze salas de aula; uma sala de audiovisual, com ferramentas tecnológicas modernas: tvs, vídeo, som-cd, retroprojetor;dvds, um laboratório de informática; um laboratório de leitura;  sala de recursos multifuncionais; refeitório; cantina; pátio central; uma quadra para desporto e lazer; quatro banheiros; sala para professores; secretaria; sala para gestores; sala para técnicos; sala destinada à saúde ocular, projeto que realiza exames com a comunidade e com os alunos.

 


 BARRO DURO

Terra seca – barro duro -.
Terra doada a três famílias: trabalho duro.
Veio a lei municipal 4953, virou bairro.
Veio ônibus, veio escolas, veio aterro...

Jorro de vidas transformaram o barro,
fazendo circular comércio como sussurro.
Deve este chão a dona Marieta,
uma mulher porreta.

Marieta foi liderança,
buscando qualidade de vida,
crescendo ao lado da avenida.

Hoje  é marco sem dúvida,
progresso é a contrapartida
desta pujança.

- Ari Lins Pedrosa –   Outubro/2013

Galeria de Fotos

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Curiosidade

Treze vezes vencedor do prêmio Notáveis da Cultura Alagoana - Prêmio ESPIA.

"Uma cidade que não tem memória é uma cidade sem alma. E a alma das cidades é sua própria razão de ser. É sua poesia, é seu encanto, é seu acervo. Quem nasce, quem mora, quem adota uma cidade para viver, precisa de história, das referências, dos recantos da cidade, para manter sua própria identidade, para afirmar sua individualidade, para fixar sua municipalidade." Extraído do livro Maceió 180 anos de história 5 de dezembro de 1995.

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